domingo, 12 de abril de 2009
sábado, 11 de abril de 2009
Ouvir o próprio Corpo !
Nosso corpo fala, sinaliza, nos diz o tempo todo que algo não vai bem, mas faz isso de forma muitas vezes discreta. E essa linguagem discreta teria grande diferença em nossas vidas se fosse dado a devida importãncia, mas a realidade é que ignoramos, não prestamos atenção quando o corpo fala de como está nosso estado físico e emocional.
Negligenciamos um sinal de cansaço e continuamos arduamente a trabalhar, sentimos uma dor e preferimos tomar um analgésico a tentar perceber o porquê dessa dor.E quantas vezes sentimos dor de alma e calamos sem enfrentar o problema.
“...o corpo molda-se a partir de uma carga genética, através de experiências, sentimentos, emoções, recordações e pensamentos. Guarda os seus segredos até os querermos decifrar e não se cansa de nos dar pistas na forma de sintomas, que é a sua maneira de falar.”
"A Memória Corporal" de Luz Casanovas.
O tempo vai passando e dia após dia, o corpo retém as agressões que vai sofrendo desde o stress, o desgaste físico até uma má nutrição, a nossa desatenção aos sinais manifestados, desencadeiam em pouco tempo, situações de desiquilíbrio físico e emocional que poderiam ser evitados se fosse dado a devida atenção a esta forma de linguagem.
Ouvir o próprio corpo querer mais do que atenção, querer sabedoria !
E não custa tentar sermos mais sábios e atentos com esse amigo que não quer outra coisa a não ser o nosso bem.
sexta-feira, 10 de abril de 2009
Todo !!

Sempre desprezei as coisas mornas,
As coisas que não provocam ódio nem paixão,
As coisas definidas como mais ou menos,
Um filme mais ou menos ,
Um livro mais ou menos.
Tudo perda de tempo.
Viver tem que ser perturbador,
É preciso que nossos anjos e demônios sejam despertados,
E com eles sua raiva, seu orgulho, seu asco,
Sua adoração ou seu desprezo.
O que não faz você mover um músculo,
O que não faz você estremecer, suar, desatinar,
Não merece fazer parte da sua biografia.
Trecho de "O Divã"
Martha Medeiros
Para Fazer a Saudade Sorrir

Faz música pra mim
E coloca em envelopes fechados por língua morna.
Faz versos nas costas da lua.
Dedilha nossos desafinos.
Na areia da praia anoitecida, deita minha ausência
E colhe os ruídos.
Oferece na concha das mãos. Segredos.
Canta baixinho e grita desespero para abafar
O silêncio das pausas.
Desatina mariposa, asas de procura nos meus olhos acesos.
Desenha em ponta de agulha sobre a pele
E assina o nome por baixo.
Criptografia.
Espera.
Até ouvir meu riso com gosto de maçã
A provocar cócegas na saudade.
Ele faz música e promessas bordadas em luzes de amor.
Eu sangro.
Ane Aguirre
domingo, 5 de abril de 2009
Estradas de Papel
Estradas de papel
É que planto meus lírios
Oferto aos peregrinos
Meus papiros
Minhas púrpuras
Minhas rosas
Meus delírios
Altino de Castro
É que planto meus lírios
Oferto aos peregrinos
Meus papiros
Minhas púrpuras
Minhas rosas
Meus delírios
Altino de Castro
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