quinta-feira, 26 de outubro de 2006
quinta-feira, 14 de setembro de 2006
Então eu virei até você...
Enquanto eu viajava tanto...
Eu sempre mantive um lugar pra você em meu coração...
Se você pensa em mim...
Se você sente falta, uma vezinha...
Eu voltarei pra você...
Eu voltarei e preencherei esse espaço no seu coração...
Lembrando...
Seu toque...
Seu beijo...
Seu abraço quente...
Eu acharei meu caminho até você...
Se você estiver esperando...
Se você sonha comigo, como eu sonho contigo...
Num lugar quente e escuro...
Num lugar onde eu posso sentir as batidas do seu coração...
Juntos novamente...
Eu me sentirei tão bem...
Nos seus braços...
Onde todas as minhas viagens terminam...
Se você puder prometer que isso você pode manter...
Eu voltarei...
Se você esperar e disser...
Que tem um lugar pra mim, no seu coração...
B. e P.
quinta-feira, 7 de setembro de 2006
quarta-feira, 6 de setembro de 2006
Se por acaso a gente se cruzasse ia ser um caso sério
você ia rir até amanhecer
eu ia ir até acontecer
de dia um improviso de noite uma farra
a gente ia viver com garra
eu ia tirar de ouvido todos os sentidos
ia ser tão divertido tocar um solo em dueto
ia ser um riso ia ser um gozo
ia ser todo dia a mesma folia
até deixar de ser poesia e virar tédio
e nem o meu melhor vestido era remédio
daí
vá ficando por aí
eu vou ficando por aqui
evitando
desviando sempre
pensando
se por acaso a gente se cruzasse...
Alice Ruiz
terça-feira, 5 de setembro de 2006
Vou te contarOs olhos já não podem ver
Coisas que só o coração pode entender
Fundamental é mesmo o amor
É impossível ser feliz sozinho
O resto é o mar
É tudo que eu nem sei contar
São coisas lindas
Que eu tenho pra te dar
Vem de mansinho a brisa e me diz
É impossível ser feliz sozinho
Da primeira vez era a cidade
Da Segunda, o cais, a eternidade
Agora eu já sei
Da onda que se ergueu no mar
E das estrelas que esquecemos de contar
O amor se deixa surpreender
Enquanto a noite vem nos envolver.
Tom Jobim
Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo, que solidão errante até tua companhia!
Seguem os trens sozinhos rodando com a chuva.
Em taltal não amanhece ainda a primavera.
Mas tu e eu, amor meu, estamos juntos,
juntos desde a roupa às raízes,
juntos de outono, de água, de quadris,
até ser só tu, só eu juntos.
Pensar que custou tantas pedras que leva o rio,
a desembocadura da água de Boroa,
pensar que separados por trens e nações
tu e eu tínhamos que simplesmente amar-nos
com todos confundidos, com homens e mulheres,
com a terra que implanta e educa cravos.
Pablo Neruda
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