domingo, 14 de junho de 2009

Até passar


Deitada, sem abrir os olhos ficou imaginando tudo o que teria que fazer em seu dia.

A cada visão se encolhia entre os lençóis, porque em cada visão vinha junto a lembrança da ausência. Fosse qual fosse suas atividades ele não estaria mais.

Tentava mudar a ordem da rotina, mas o que não mudava era a lembrança.

Virou de lado na cama, tão lenta como se quisesse fazer a lembrança dormir, mas, essa não estava e nem pensavam em adormecer.
Desperta e como quem quer se vingar, com o dedo firme próximo aos seus olhos fechados, teimava em lembrá-la que agora ele não mais estava ali.

E quando teve coragem de abrir os olhos percebeu que o dia tinha se ido e a noite chegara mansa e silenciosa.
E no silêncio, mais alta era a voz da lembrança.

sábado, 13 de junho de 2009

Ilusão


Talvez, sim, talvez eu fosse mulher

Porque pensava no príncipe

A minha mão direita era a minha mão

E a minha mão esquerda era a mão do príncipe

E a minha mão direita e a minha mão esquerda juntas

Eram as nossas mãos

Apertava a mão do príncipe sem cavalo branco

Sem castelo, sem espada, sem nada




Caio Fernando Abreu

Na linha do Mar


Vou me embora desse mundo de ilusão

Quem me viu sorrir,

Não há de me ver chorar...


Paulinho da Viola

Fim de sonho


-Acorde!!!
A mãe dizia com voz doce.
- A c o o o o r d a, menina!
Mas a menina nem queria saber de acordar.
- Acorde, que esse sonho já durou demais!
E a menina tentava abrir os olhos, mas pareciam colados. pesados, cansados.
- Nunca vi ser tão teimosa, deixa esse sonho pra lá. Pare de insistir no que não dá.
O que a mãe não sabia era que a menina só gostava desse sonho.
E continuava lá, sem querer parar de sonhar.
- Já sei então, troque o sonho.

Então, a menina abriu os olhos:

- Se é para trocar de sonho prefiro nem sonhar...


Mas no fim sempre se acorda dos sonho, de todos...

Pela última vez


Ninguém é culpado pelo que sentimos.

Cada um deve assumir seus atos, e o que esses atos acabam gerando.

Bem vinda outra vez ao que já viveu !
=
O jeito que vai se levantar é problema seu.

Única e exclusivamente seu.

domingo, 7 de junho de 2009

Ouvir...


Clic


Quando as duas partes do par

Se encaixam faz “clic”

E a felicidade acontece




Rubem Alves

Depois do depois


Gosto quando me tocam teus acordes
Minha sinfonia preferida
E me acalentas com notas musicais
Suave como os sonhos mais puros
Que despertam depois do depois...


Lúcia Gonczy

Ondas


Hoje estou mais sons que palavras

Permitindo ecoar cá dentro sons

Que só à mim fazem sentido

E esses sons internos me remete ao mar

Um mar de sentimentos profundos

De ondas barulhentas

E assim como as palavras

Que hoje se calam

E os sons em pelno barulho

Só fazem sentido

Quando ecoa em conversa

Razão e emoção

Assim

Entre calmaria de palavras

E plena bagunça de sons

Grita alto de saudade meu coração


De dois, um único


Ainda mais agora que antes, me permito pensar à respeito de tudo

Tudo o que aconteceu

O que deixou de acontecer

Dos nossos erros

E a maioria deles na tentativa de acertos

Erros que levaram a tropeços, que geraram mudanças

Que despertaram medos e que levaram a caminhos diferentes



E depois de tanto esperar
=
Que houvesse novamente a união dos caminhos

O medo que tenta mais uma vez dominar e impedir que nasça flores



Não é o medo que quero cercando de pedras a estrada

Quero a liberdade, a vontade para floris

E fazer desse caminho, o prazer

Onde a certeza de que se houve novamente união

É porque nossos passos de alguma forma

Sentem-se bem ao caminhar juntos...