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quinta-feira, 17 de julho de 2008
sábado, 6 de outubro de 2007
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
terça-feira, 2 de outubro de 2007
Naquela Mesa

http://www.nossosite2.biz/AntigosSucessos/NelsonGoncalves/Naquela_Mesa.mid
=
Naquela mesa ele sentava sempre
E me dizia sempre o que é viver melhor
Naquela mesa ele contava histórias
Que hoje na memória eu guardo e sei de cor
Naquela mesa ele juntava gente
E contava contente o que fez de manhã
E nos seus olhos era tanto brilho
Que mais que seu filho
Eu fiquei seu fã
Eu não sabia que doía tanto
Uma mesa num canto, uma casa e um jardim
Se eu soubesse o quanto dói a vida
Essa dor tão doída, não doía assim
Agora resta uma mesa na sala
E hoje ninguém mais fala do seu bandolim
Naquela mesa tá faltando ele
E a saudade dele tá doendo em mim.
Letra de Sérgio Bittencourt
homenagem a seu pai
Jacob do Bandolim
domingo, 23 de setembro de 2007
terça-feira, 18 de setembro de 2007

Nenhum homem é uma ilha isolada;
cada homem é uma partícula do continente,
uma parte da terra;
se um torrão é arrastado para o mar,
a Europa fica diminuída,
como se fosse um promontório,
como se fosse a casa dos teus amigos ou a tua própria;
a morte de qualquer homem diminui-me,
porque sou parte do gênero humano.
E por isso não perguntes por quem os sinos dobram;
eles dobram por ti.
John Donne
sábado, 8 de setembro de 2007
Tu tens um medo
Acabar.
Não vês que acabas todo o dia.
Que morres no amor.
Na tristeza.Na dúvida.No desejo.
Que te renovas todo dia.
No amor.Na tristezaNa dúvida.No desejo.
Que és sempre outro.
Que és sempre o mesmo.
Que morrerás por idades imensas.
Até não teres medo de morrer.
E então serás eterno.
Não ames como os homens amam.
Não ames com amor.
Ama sem amor.
Ama sem querer.
Ama sem sentir.
Ama como se fosses outro.
Como se fosses amar.
Sem esperar.
Tão separado do que ama, em ti,
Que não te inquiete
Se o amor leva à felicidade,
Se leva à morte,
Se leva a algum destino.
Se te leva.E se vai, ele mesmo.
Não faças de ti
Um sonho a realizar.
Vai.
Sem caminho marcado.
Tu és o de todos os caminhos.
Sê apenas uma presença.
Invisível presença silenciosa.
Todas as coisas esperam a luz,
Sem dizerem que a esperam.
Sem saberem que existe.
Todas as coisas esperarão por ti,
Sem te falarem.
Sem lhes falares.
Sê o que renuncia
Altamente:
Sem tristeza da tua renúncia!
Sem orgulho da tua renúncia!
Abre as tuas mãos sobre o infinito.
E não deixes ficar de ti
Nem esse último gesto!
O que tu viste amargo,
Doloroso,Difícil,O que tu viste inútil
Foi o que viram os teus olhos
Humanos,
Esquecidos
Enganados
No momento da tua renúncia
Estende sobre a vida
Os teus olhos
E tu verás o que vias:
Mas tu verás melhor
E tudo que era efêmero
se desfez.
E ficaste só tu,
que é eterno.
Cecília Meirelles

Houve um tempo em que minha janela
se abria sobre uma cidade que parecia
ser feita de giz.
Perto da janela havia um
pequeno jardim quase seco.
Era uma época de estiagem, de terra
esfarelada, e o jardim parecia morto.
Mas todas as manhãs vinha um pobre
com um balde e, em silêncio, ia atirando
com a mão umas gotas de água sobre
as plantas. Não era uma rega: era uma
espécie de aspersão ritual, para que o
jardim não morresse. E eu olhava para
as plantas, para o homem, para as gotas
de água que caíam de seus dedos magros
e meu coração ficavacompletamente feliz.
Às vezes abro a janela
e encontro o jasmineiro em flor.
Outras vezes
encontro nuvens espessas.
Avisto crinças que vão para a escola.
Pardais que pulam pelo muro.
Gatos que abreme fecham os olhos,
sonhando compardais.
Borboletas brancas, duas a duas,
como refelectidas no espelho do ar.
Marimbondos que sempre me parecem
personagens de Lope de Vega.
Às vezes um galo canta.
Às vezes umavião passa.
Tudo está certo, no seulugar, cumprindo o seu destino.
E eu mesinto completamente feliz.
Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas,
que estão diante decada janela, uns dizem que essas coisas
não existem, outros que só existem diante das minhas janelas,
e outros, finalmente, que é preciso aprender a
olhar, para poder vê-las assim.
Cecília Meireles
terça-feira, 21 de agosto de 2007
Do oceano onde me revia=
sobrou só uma água de nada
visita-me ela todo o dia
perversa, maldosa e salgada.
Não serve para a sede matar
mas antes salga a minha vida
não parando de gotejar
faz com que a sinta mais sofrida.
Primeiro, brilha dolorosa
depois em queda copiosa
domina todo o meu querer.
Ofusca-me pois está água
gota-forma da minha mágoa
matiz salgada do meu ser.
Henrique Moreira
quinta-feira, 16 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
Não estou falando de um mundo cor-de-rosa ou
de pessoas perfeitas, sempre prontas para nos acolher,
amar, caminhar ao nosso lado.
Não falo disso, mas da tristeza nos olhos de quem vira as costas
e a gente não vê.
A beleza por dentro de um peito encouraçado que a gente não sente.
A solidão de quem afasta um amor e se deita em camas tão frias.
É do instante quando os olhos se perdem no nada e
nenhuma mentira é capaz de enganar si mesmo.
É desse instante solitário, desse instante sem abraço, que eu digo.
Todo mundo vai virar as costas ou dizer que merece coisa melhor
ou debochar das mentiras que eles contaram
mas a gente pode sempre voltar e acolher com amor,
ser os primeiros a começar.
Afinal, se a hostilidade do mundo despertar a nossa,
quem vai ser o primeiro a sorrir?
Rita Apoena
sábado, 11 de agosto de 2007
domingo, 5 de agosto de 2007
Assim que vi você Logo vi que ia dar coisa
Coisa feita pra durar,
Batendo duro no peito
Até eu acabar virando
Alguma coisa
Parecida com você
Parecia ter saído
De alguma lembrança antiga
Que eu nunca tinha vivido,
Mas ia viver um dia
Alguma coisa perdida
Que eu nunca tinha tido
Alguma voz amiga
Esquecida no meu ouvido
Agora não tem mais jeito,
Carrego você no peito
Poema na camiseta
Com a tua assinatura
Já nem sei se é você mesmo
Ou se sou eu que virei alguma coisa tua
Alice ruiz
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