sábado, 12 de agosto de 2006

Poema

Meu poema é tal e qual uma flor
que no quintal esquecida
desabrocha encantada
sem iluminar nenhum olhar
sem que chame atenção
do mais pobre leitor
e se não há quem o leia
que importa que a veia
palpite tão intensamente?
Melhor seria calar esse verso
ou encondê-lo em um baú
e enterrá-lo no quintal
para que se alimente a terra
do sal de minhas lágrimas
que um dia cairam sobre o papel
em que alucinado os compunha
Quem sabe um dia vire flor
e um olhar passageiro e vadio caia
sobre a pétala colorida e comum
que distraído a entreveja
e isso ilumine o seu coração.
Benno Assmann

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